O abandono da obra do projeto da Transposição pela construtora Mendes Jr. , responsável pelo lotes 3, 4 e 8 do projeto, no trecho compreendido entre Terra Nova, Salgueiro e Jati, pode comprometer a conclusão da obra caso não haja uma solução imediata para o problema. Alegando dificuldades financeiras, a construtora responsável pelas três estações de bombeamento elevatórias parou os serviços na última sexta-feira (22). Essa constatação foi feita pelo presidente da Frente Parlamentar da Água da ALPB, deputado Jeová Campos durante uma visita às obras do projeto de transposição no Eixo Norte, também na sexta-feira (22). Jornalistas e radialistas de Cajazeiras e cidades vizinhas também participaram da visita.

 

Sem água a partir de abril

 

De acordo com o parlamentar, das três estações que deveriam ser construídas pela Mendes Jr., a primeira já está pronta com 40 km de canal que já estão com água, a segunda, já estava em fase de testes, mas a terceira sequer começou a fase de montagem. “Foi estarrecedor constatar que a construtora simplesmente abandonou a obra e que agora os esforços de mobilização para conclusão das obras, que deveriam ser entregues no começo de 2017, agora serão direcionados para tentar resolver essa questão que é emergencial, urgente e inadiável”, afirma Jeová. Ele lembra que se as obras não forem concluídas no tempo acordado, Cajazeiras e várias cidades da PB, PE e RN simplesmente não terão água nem para consumo humano a partir de abril do próximo ano. “Ou chove em abundância até lá, o que é pouco provável, ou chegam às águas da transposição, do contrário será um caos total. O colapso no abastecimento é iminente”, alerta o parlamentar.

 

União da bancada do NE

 

Na opinião de Jeová, que hoje (25), às 19h, na sede do CDL, em Cajazeiras, promove um debate sobre o assunto. É preciso que as bancadas tanto do Senado, como da Câmara do RN, PE, PB e CE se unam e acionem o Tribunal de Conta da União (TCU) para uma solução imediata do problema. “Pelos trâmites normais, o governo federal teria que fazer nova licitação para contratação de outra construtora para dar andamento às obras, acontece que não temos tempo para esperar por isso, pois esse processo demoraria, pelo menos, de nove meses a um ano, e nós não podemos esperar tanto tempo assim, porque quem tem sede, tem pressa, trata-se de salvaguardar vidas, cidades, uma multidão de gente que depende desta obra para ter água para viver”, desabafa Jeová.

Com o aval do TCU

 

Neste caso, segundo o parlamentar, a celeridade necessária para contratação de outra empresa pode ser dada pelo TCU, dada a gravidade da situação. “Não se trata de falta de recursos. Eles existem e estão assegurados. O que aconteceu com a Mendes Jr. é um caso especifico de perda de capacidade financeira e nós, nordestinos, não podemos ficar de braços cruzados diante da gravidade desta situação que exige respostas e soluções urgentes e que só podem ser dadas com o aval do TCU”, disse Jeová.

 

Fonte: assessoria

Créditos: assessoria

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