CINCO DEPUTADOS PARAIBANOS ASSINAM PEDIDO DE CPI DA ‘LAVA JATO’ NA CÂMARA

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Brasília – Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão extraordinária convocada para analisar a MP dos Portos, segue vazio.
Brasília – Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão extraordinária convocada para analisar a MP dos Portos, segue vazio

O pedido de CPI da Lava Jato foi validado pela Mesa da Câmara dos Deputados nesta última sexta-feira (13). A Mesa validou 175 das mais de 200 assinaturas obtidas pela oposição no requerimento que pede a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar, com base nas mensagens divulgadas pelo site The Intercept, supostas arbitrariedades e ilegalidades cometidas pelos membros da Força Tarefa da Lava Jato e pelo então juiz Sergio Moro. Ainda é necessário, contudo, que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), autorize a instalação da CPI. Dentre os doze deputados

Entre os deputados que assinaram a criação da CPi da ‘Vaza Jato’, estão os cinco paraibanos: Aguinaldo Ribeiro, Damião Feliciano, Frei Anastácio, Gervásio Maia e Wellington Roberto.  Autora do pedido, que também tem sido chamado de CPI da Vaza Jato, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) contou que desde o recesso de julho vinha tentando recolher as 171 assinaturas necessárias ao pedido de CPI, que foi protocolado nessa quinta-feira (12). Ela comemorou, portanto, a conferência da Mesa e lembrou que agora cabe ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), instalar a comissão.

“Todos nós temos acompanhado as denúncias da chamada Vaza Jato, a divulgação de diálogos e articulações e, na verdade, uma grande cumplicidade do ex-juiz Sergio Moro, do Deltan Dallagnol e da sua equipe de procuradores. Essa promiscuidade denunciada precisa ter uma resposta”, defendeu Jandira, dizendo que as pessoas têm perguntado o que vai ser feito diante disso.

“A CPI é necessário porque o Deltan já se recusou duas vezes a ir à Câmara e nós não podemos convocá-lo pela legislação brasileira. E o ex-juiz Moro foi lá duas vezes e não respondeu nada. Não negou o conteúdo das mensagens, mas colocou em dúvida a autenticidade que cada dia está mais comprovada”, acrescentou a deputada.

PBAgora