Documentos comprovam dinheiro vivo em obra de filha de Temer, diz jornal

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Documentos entregues à Polícia Federal no inquérito que investiga o presidente Michel Temer (MDB) por suposta corrupção na edição do Decreto dos Portos, em 2017, mostram que houve uso de dinheiro em espécie no custeio de uma obra na casa de Maristela Temer, filha do emedebista. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o empresário Antonio Carlos Pinto Júnior, um dos fornecedores da reforma, entregou à PF um contrato de prestação de serviços assinado por Maristela e um extrato que comprova um depósito de 56.500 reais em dinheiro, em julho 2014. O jornal publicou imagens dos documentos.

Conforme o depoimento de Pinto Júnior revelado pela Folha de S. Paulo o pagamento foi feito por ordem da arquiteta Maria Rita Fratezi, mulher do coronel reformado da Polícia Militar de São Paulo João Baptista Lima Filho, amigo de Michel Temer há 30 anos e suspeito de intermediar propinas ao presidente. A obra na casa de Maristela é investigada sob a suspeita de que envolveu lavagem de dinheiro.

Os 56.500 reais, segundo o depoimento publicado pelo jornal, representavam a primeira parcela dos 120.960 reais em serviços prestados pela Qualifac, Fac Comércio de Acabamentos Ltda, entre os quais fornecimento de janelas, persianas e esquadrias.

De acordo com a Folha de S. Paulo, Antonio Carlos Pinto Júnior disse que Maria Rita Fratezi “insistiu” para fazer os pagamentos em dinheiro, mas que ele não concordou. Assim, a “entrada” do pagamento pelos serviços foi quitada por meio do depósito bancário e o restante, por meio de boletos bancários. O depoimento dele foi colhido no dia 29 de maio.

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