Em Patos, policiais do 3º BPM podem aderir ao movimento “Diga Não ao Extra de Fome” e causar desfalque nas guarnições

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De acordo com relatos e estimativas, a Polícia Militar da Paraíba funciona atualmente com metade do efetivo necessário para o bom funcionamento da segurança pública. O número vem a cada ano diminuindo, pois com aposentadorias, desistência da função, além de outros fatores, a polícia enfrenta um déficit há vários anos no Estado.

Para suprir a carência, o Comando da Polícia Militar tem utilizado policiais durante a sua folga. O pagamento de plantão extra se tornou comum como forma de diminuir o impacto da carência, porém, devido o valor pago atualmente pelo Governo do Estado, R$ 149,00 por plantão de 24 horas, os policiais estão lançando uma campanha para que não se aceite o extra. A revolta com o valor pago ganhou força após os roubos a bancos na cidade de São Bento. As guarnições enfrentaram muita dificuldade para combater os bandidos extremamente armados, em número maior e com planejamento para as ações criminosas. “Estamos colocando nossas vidas em risco, trabalhando com estresse, sob pressão e descansando pouco depois dos plantões que nem sempre são tranquilos.

Ainda colocamos a vida em risco por um extra vergonhoso”, relatou um policial que pediu sigilo.

O apelo para não aceitar o extra está circulando nas redes sociais. O movimento vem acontecendo de forma silenciosa devido ao militarismo na corporação e o temor de perseguições por parte dos comandos.

Os policiais prometem se unir e a partir do mês de junho não querem aceitar mais o valor pago pelo Governo do Estado da Paraíba. A campanha “Diga Não ao Extra de Fome da Polícia Militar da Paraíba” está ganhando força em todo o Estado. “Aqui em Patos, as guarnições da Rádio Patrulha vão funcionar com dois homens, quando o correto são três: o comandante, o motorista e o patrulheiro! Infelizmente é a sociedade quem sai perdendo”, relatou outro policial.

 

brejodocruzemfoco com Jozivan Antero – Patosonline.com