Petrúcio Ferreira de São José do Brejo do Cruz fatura o tetra no Mundial de atletismo paralímpico do Japão

Petrúcio Ferreira de São José do Brejo do Cruz fatura o tetra no Mundial de atletismo paralímpico do Japão

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Bicampeão paralímpico, atleta nascido em São José do Brejo do Cruz, no sertão da Paraíba, Petrúcio Ferreira conquistou o tetra dos 100m rasos T47 no Mundial de atletismo paralímpico de Kobe. Na manhã desta sexta-feira (noite no Japão), o velocista brasileiro manteve a hegemonia na prova mais rápida para atletas com deficiência nos membros superiores. Wanna Brito também puxou uma dobradinha para o Brasil com o ouro do lançamento de club F32 (paralisados cerebrais), e Giovanna Boscolo foi bronze na mesma prova.

Como já havia faturado cinco pódios na primeira sessão da sexta, o Brasil fechou o primeiro dia de disputas em Kobe na liderança do quadro de medalhas. Foram quatro ouros, três pratas e um bronze.

Atleta paralímpico mais rápido da história em todas as classes com o recorde de 10s29, Petrúcio mais uma vez dominou os 100m rasos T47. Campeão da prova em Londres 2017, Dubai 2019 e Paris 2023, ele liderou a classificatória com o tempo de 10s82. Na final, também foi o mais rápido com 10s83. O polonês Michal Derus ficou com a prata (10s88.877), superando nas franções de segundos o chinês Wang Hao (10s88.878).

Foi o sexto ouro de Petrúcio em campeonatos mundiais. Ele venceu os 400m em Dubai 2019 e os 200m em Londres 2017. Em Paralimpíadas, o paraibano tem dois ouros (bicampeão dos 100m rasos), duas pratas e um bronze.

– O trabalho que a gente constrói antes de chegar nessas grandes competições. E conseguir entregar esse 100% me deixa muito feliz. São 11 anos de carreira, acaba ficando um pouco mais ansioso. A classe T47 é uma das classes que mais cresceu no paradesporto, e a prova mostrou isso. Ser atleta mais rápido do mundo é ser inspiração e exemplo para outras pessoas e outros atletas – disse Petrúcio, que sofreu um acidente com uma máquina de moer capim aos dois anos e perdeu parte do braço esquerdo, abaixo do cotovelo.

O Brasil tem 46 atletas e 10 atletas-guias no Mundial de Kobe. A competição se estende até o dia 25 de maio.

GE / Fotos: Ale Cabral/CPB