PRESOS DE FACÇÃO CRIMINOSA CHEGAM AO PRESÍDIO FEDERAL DE MOSSORÓ

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A chegada dos presos, que fazem parte de uma facção criminosa, ao presídio federal de Mossoró ocorreu na noite desta quarta-feira (13), por volta das 21h30. Dois helicópteros da Força Aérea Brasileira (FAB) fizeram a transferência dos presidiários. Segundo o Ministério da Justiça, oito presos desembarcaram no aeroporto da cidade de Mossoró. Um forte esquema de segurança foi realizado durante a ação.

Foto/Marcelino Neto
Dos 22, 8 presos foram transferidos para Mossoró. Os detento chegaram por volta das 21h30 da noite desta quarta-feira (13)
De acordo com o Ministério da Justiça, 800 militares do Exército Brasileiro estão envolvidos na “Operação Tranca Forte” para garantir a segurança da transferência de parte da cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC). Os presos estavam em presídios no interior do estado de São Paulo, mais precisamente em Presidente Venceslau e em Presidente Bernardes.
Os detentos foram distribuídos nos presídios federais de Brasília, Mossoró e Porto Velho. Ao todo, 22 presos foram alvos da decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), entre eles Willians Herbas Camacho, o Marcola, principal líder do PCC no país.
O uso dos militares foi determinado, oficialmente, pelo decreto de nº 9.708,  assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, pelo ministro do gabinete de Segurança Institucional, General Heleno, pelo ministro da Defesa Fernando Silva e pelo ministro da Justiça Sergio Moro. “Fica autorizado o emprego das Forças Armadas para a Garantia da Lei e da Ordem, no período de 13 a 27 de fevereiro de 2019, no Estado do Rio Grande do Norte e no Estado de Rondônia, para a proteção do perímetro de segurança das penitenciárias federais em Mossoró e Porto Velho, em um raio de dez quilômetros”, determina o governo federal.
Os militares estão montando uma base na Universidade Federal Rural do Semi Árido (Ufersa) com tendas e equipamentos de segurança. A transferência dos detentos também contou com o apoio de agentes penitenciários e de policiais rodoviários federais. Técnicos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), antes da chegada dos presidiários, realizaram vistorias nas pistas de pouso e decolagem no Aeroporto de Mossoró.
A transferência de parte da cúpula do PCC se deu após o Governo de São Paulo descobrir um plano de fuga para os chefes da facção e ameaças de morte ao promotor que está à frente das medidas de combate ao crime organizado do PCC no interior do estado de São Paulo.

Tribuna do Norte