Estado Islâmico montou rede de assassinos global

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Acreditando que respondia a um chamado divino, Harry Sarfo deixou em 2015 sua casa em Bremen, na Alemanha, e dirigiu por quatro dias para chegar ao território controlado pelo EI (Estado Islâmico) na Síria.

Mal tinha se instalado, membros do serviço secreto do EI, mascarados, chegaram para informar-lhe, e a seu amigo alemão, que a organização não precisava mais de europeus na Síria. O que precisavam mesmo era que voltassem para casa e ajudassem a deslanchar os planos de espalhar o terrorismo pelo mundo.“Disseram-nos que o Estado Islâmico já tinha inúmeras pessoas vivendo na Europa, aguardando ordens para atacar europeus”, afirmou Sarfo ao The New York Times. “E isso foi antes dos ataques em Bruxelas e Paris.”

A entrevista foi feita em inglês, na prisão de segurança máxima que fica perto de Bremen. Os mascarados explicaram que, embora o grupo estivesse bem estabelecido em alguns países europeus, precisava de mais atacantes na Alemanha e Grã-Bretanha.

“Perguntaram-nos se não nos importaríamos de voltar para a Alemanha, pois era ali que precisavam de nós no momento”, disse Sarfo. “Repetiam que queriam ações simultâneas – ondas de ataque desfechadas ao mesmo tempo na Grã-Bretanha, Alemanha e França.”

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