Os gastos públicos foram reduzidos no governo de Michel Temer, mas as despesas com pessoal tiveram alta. É o que mostra levantamento feito pelo G1 com dados do Tesouro Nacional.

De maio de 2016, quando assumiu a presidência ainda interinamente, até abril de 2017, as despesas totais do governo federal atingiram R$ 1,27 trilhão – uma queda de 1,5% na comparação com a média do mesmo período dos dois anos anteriores. Já os gastos com pessoal foram de R$ 271 bilhões na gestão Temer – uma alta de 1,52% na mesma comparação.

O crescimento dos gastos com pessoal aconteceu na esteira do reajuste concedido pelo governo Temer a funcionários públicos. No final de 2016, o presidente sancionou a lei que aumentou em até 41,47% os salários dos servidores do Judiciário e elevou em 12% a remuneração de analistas e técnicos do Ministério Público da União.

No entanto, o governo contratou em 6 meses mais servidores do que estima desligar com o PDV. Entre janeiro e julho, o número de funcionários públicos federais aumentou em 7.089. A meta do governo é cortar 5 mil vagas com o PDV.

“O corte de despesas está no limite. As despesas estão realmente abaixo do que seria adequado do ponto de vista do funcionamento de serviços básicos, como educação, saúde e segurança”, disse o ministro.

De fato, entre os gastos do governo, as chamadas outras despesas de custeio e capital (na qual estão inclusos gastos com subsídios e verbas aos ministérios, como Saúde, Transportes etc) tiveram uma redução intensa. De maio de 2016 a abril de 2017, esses gastos caíram 12% frente à média do mesmo período dos anos anteriores, para R$ 330 bilhões.

“A qualidade dos gastos piorou em vez de melhorar”, comenta o economista Roberto Luis Troster, que critica o aumento dos gastos com pessoal. “

G1

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