Petrúcio Ferreira segue colecionando títulos, medalhas e recordes mundiais

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Pode-se dizer que o sexto dia do Mundial de Atletismo Paralímpico, nesta terça-feira (12), em Dubai foi verde-amarelo. Foram nove medalhas, sendo dois ouros, três pratas e quatro bronzes, sete delas em três finais de 100 metros rasos.

O pódio dos 100m masculino na classe T47 foi um resumo do dia: ouro, prata e bronze para o Brasil, com Petrúcio Ferreira, Washington Júnior e Yohansson Nascimento, pela ordem.

Petrúcio Ferreira foi além. Horas antes de conquistar o bicampeonato mundial na prova, ele voou pela pista do Dubai Club for People of Determination e cravou o novo recorde mundial nos 100m T47, ainda na semifinal. Marcou 10s42, dois centésimos abaixo do tempo da final: 10s44.

Foi o segundo ouro em duas provas do brasileiro no Mundial de Atletismo Paralímpico. A outra foi nos 400m com direito a recorde do campeonato. Ele ainda corre mais uma em Dubai, os 4×100 misto.

Petrúcio Ferreira provou que está preparado para dominar as provas de velocidade na categoria T 47 (amputados de membros superiores), – Só alegria! Este Mundial foi um teste para Tóquio. A prova dos 400m não é a minha especialidade, mas quando eu entro para um desafio, eu vou até o final. Comecei a atacar nos metros finais e vi que poderia ter um bom resultado – falou Petrúcio após a corrida para o GloboEsporte.com.

Logo após a vitória, Petrúcio vestiu chapéu de couro típico do Nordeste. O velocista que é paraibano, de São José de Brejo do Cruz, dedicou a vitória a todos os nordestinos.

– Eu disse ao meu técnico que se vencesse a prova, ele me entregaria o chapéu para mostrar que fui guerreiro para chegar até aqui. Todos os nordestinos vão reconhecer este chapéu de couro. Eu quero mostrar a garra e a força do povo nordestino. No início eu sofri preconceito, mas hoje eu tenho muito orgulho!

O paraibano Petrúcio Ferreira, tem 22 anos.